Casos Especiais

As páginas de Módulos explicam cada botão. Aqui é outra coisa: são situações em que a ordem dos passos decide o resultado — fazer a coisa certa na ordem errada produz um estrago que fazer na ordem certa evita por completo. Cada caso abaixo é a decisão a tomar e a sequência a seguir; para o passo a passo de cada tela, os links levam ao módulo correspondente.

Aconteceu na reunião, por Pix direto, ou em dinheiro — a família pagou, só que não pelo link que o plugin gerou.

A decisão: confirme o pagamento da cobrança. Nunca cancele uma cobrança que já foi paga por fora. Cobrança cancelada some do relatório de recebimentos, do de inadimplência e da prestação de contas — e o grupo perde o registro de um dinheiro que, de fato, entrou.

A ordem que evita o estrago:

  1. Confirme o pagamento da cobrança primeiro — antes de tocar em qualquer coisa relacionada ao pedido do WooCommerce. Use Confirmar pagamento, em Detalhe da cobrança ou em Ações em lote.
  2. Registre, na observação da baixa, como a pessoa pagou de fato — Pix, dinheiro, depósito — e anexe o comprovante, se houver. É o que vai explicar, meses depois, por que aquele pagamento não tem pedido de cartão associado.
  3. Só depois disso, se o pedido do WooCommerce vinculado precisar de algum ajuste, mexa nele.

Por que a ordem importa. Cancelar o pedido do WooCommerce antes de confirmar o pagamento faz o sistema entender que você cancelou a cobrança — porque ela ainda estava pendente quando o cancelamento chegou. E cobrança cancelada não pode mais ser marcada como paga: o caminho de confirmação exige uma cobrança pendente. Nessa ordem invertida, você fica sem conseguir registrar um pagamento que, de fato, aconteceu — e a única saída é criar uma cobrança avulsa para recuperar o registro, o que seria evitado confirmando na ordem certa desde o início.

O princípio por trás disso: um pagamento que entrou uma vez não pode aparecer duas vezes na contabilidade do grupo — nem sumir dela. Confirmar antes de mexer no pedido é o que garante as duas coisas ao mesmo tempo.

Recibo mostra valor diferente do que a família pagou

Depois de confirmar um pagamento feito por fora (o caso acima), o recibo pode sair com um valor que não bate exatamente com o que a pessoa transferiu — um real a mais, um a menos.

Por que acontece: o recibo mostra o valor calculado pelo sistema para aquela data de pagamento — o mesmo valor que a tela de confirmação usa quando não há um pedido do WooCommerce para ler o total real. Ele não é o valor que saiu da conta de quem pagou; é a melhor estimativa do sistema para “quanto essa cobrança valia, pago nesse dia”. Divergência de centavos, arredondamento combinado à parte, ou um valor fechado que a família preferiu pagar — nada disso o sistema tem como saber sozinho.

O que fazer:

  1. Explique isso antes que vire reclamação — é comportamento esperado, não erro do sistema. Vale antecipar com quem recebe cobrança por fora com frequência.
  2. Registre a diferença na observação da baixa, do mesmo jeito que o caso anterior — é o que documenta por que o recibo e o extrato do grupo não batem centavo a centavo.
  3. Decidir se há devolução ou cobrança complementar é da tesouraria, não do sistema. O plugin não estorna nem cobra a diferença sozinho — se o grupo decidir ajustar, isso é um acerto de contas feito por fora, documentado na observação.

Importação de planilha com CPF duplicado

A planilha de importação já tem uma proteção própria contra esse erro — ver CPF repetido — e o que cabe aqui é separar o que o sistema resolve sozinho do que exige decisão sua.

  • O sistema bloqueia sozinho uma linha cujo CPF já pertence, no arquivo ou no cadastro existente, a uma pessoa com nome diferente — e bloqueia o grupo familiar inteiro daquela linha, não só a pessoa em conflito. Você não precisa fazer nada além de corrigir a planilha e reimportar as linhas recusadas.
  • O sistema resolve sozinho, sem avisar, quando o CPF já existe no cadastro com o mesmo nome (variação de maiúscula, acento ou espaço não conta como diferença): ele reaproveita o cadastro existente em vez de duplicar. Esse é o caminho normal de atualizar dado de quem já está no sistema.
  • Exige decisão sua quando um CPF compartilhado já passou por uma importação antiga, antes dessa proteção existir, e pode ter fundido duas pessoas por engano. A auditoria de CPF (mesma página, seção CPF repetido) aponta esses casos para você revisar — corrigir cadastro fundido por engano é o mesmo procedimento do próximo caso.

Duas famílias que viraram uma por CPF repetido do responsável

Consequência do caso anterior, quando um CPF de responsável acabou compartilhado por engano entre duas famílias diferentes: os cadastros se fundem, e uma única cobrança passa a cobrir jovens de famílias que não têm nada a ver entre si.

A ordem que separa as famílias sem duplicar cobrança:

  1. Corrija o cadastro primeiro. Separe o responsável fundido em dois cadastros distintos e recoloque cada jovem na família certa — ver Responsáveis financeiros e Famílias.
  2. Cancele a cobrança errada — a que ainda mistura as duas famílias — em Detalhe da cobrança, com o motivo.
  3. Só então crie as cobranças avulsas, uma por família, no mesmo ciclo — ver Nova cobrança avulsa.

Por que a ordem importa. O sistema recusa criar uma cobrança avulsa para uma família que já tem, naquele ciclo, uma cobrança não cancelada — é a mesma proteção contra cobrança duplicada que vale em qualquer criação de avulsa. Tentar o passo 3 antes do passo 2 simplesmente não funciona: a tela recusa e diz que já existe cobrança para aquele ciclo. Cancelar a cobrança errada é o que abre espaço para as duas novas.

Um jovem se afastou

Duas ferramentas diferentes decidem o que o jovem é no cadastro depois que ele para de participar — e escolher a errada tem efeito bem diferente.

Ferramenta Onde O que acontece
Desativar Ação na lista de Membros Sai de tudo: para de ser cobrado, sai da contagem de composição do grupo, some das listas de ativos. Uso: desligamento.
Data de fim de cobrança Campo no cadastro do membro, em Membros Continua ativo e visível no sistema — só para de ser cobrado a partir da data informada. Uso: afastamento temporário (licença, viagem longa, pausa combinada).

A ordem que evita cobrar quem já saiu: faça a escolha — desativar ou definir a data de fim de cobrança — antes de gerar a próxima cobrança do grupo, nunca depois. Depois de gerada, a cobrança já existe com aquele jovem dentro dela: seria preciso desfazer o que já foi feito, em vez de simplesmente não gerar.

Documento já emitido não muda. Uma cobrança guarda os membros que ela cobria no momento em que foi gerada — desativar alguém depois não reescreve recibo nem declaração já emitidos com o nome dele. É assim que o histórico do grupo continua batendo com o que realmente aconteceu em cada mês.

Cobrança errada num ciclo já gerado

Uma cobrança saiu com valor errado, membro errado, ou qualquer outro problema pontual — e o ciclo em que ela nasceu já foi gerado inteiro.

A decisão: não regere o ciclo inteiro. Regerar manda e-mail de novo para todas as famílias daquele ciclo, inclusive as que não têm nada a ver com o erro — é o jeito mais rápido de transformar um problema de uma família num incômodo para o grupo inteiro.

A ordem certa, restrita ao caso específico:

  1. Cancele só a cobrança com problema, em Detalhe da cobrança, com o motivo.
  2. Crie uma cobrança avulsa no mesmo ciclo, para a mesma família ou membro — ver Nova cobrança avulsa.

O valor da avulsa pode não ser igual ao da cobrança cancelada. Ele vem de um cálculo novo, feito no momento em que você cria a avulsa — nunca copiado do valor da cobrança anterior. Se alguma regra mudou entre a geração do ciclo e agora, o valor pode ser diferente, e isso é esperado: é o mesmo motor de cálculo que gera qualquer cobrança normal, não uma cópia da anterior.